Diamantina: confira o roteiro de um final de semana inesquecível

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Ainda seguindo o roteiro das cidadezinhas históricas de Minas Gerais, a dica de hoje é Diamantina. A capital dos diamantes fundada no século 18, que era terra de Juscelino Kubitscheck e Chica da Silva, é uma fabulosa opção para quem procura sossego e uma volta ao passado. 

Desse modo, a cidade fica a 285 km da capital Belo Horizonte e tem quase 48 mil habitantes. Assim, quem tem disposição para andar pelas antigas ladeiras, pode conhecer o centro histórico num sábado e aproveitar as belezas naturais do Parque Estadual do Biribiri num domingo. 

Então, bora conhecer Diamantina? Veja neste post as informações completas sobre este maravilhoso destino turístico. 

Por que ir a Diamantina?

Portanto, quem procura uma experiência turística nova, longe da água salgada do mar ou das grandes cidades, encontra em Diamantina um destino turístico voltado à contemplação da história e da natureza.

Assim, a arquitetura colonial, os antigos e coloridos casarões, museus e ladeiras remetem a um romance de época, do período dos bailes e das sinhás. 

Além disso, de qualquer lugar da cidade é possível ver o horizonte com suas montanhas encantadoras: visão quase impossível nos grandes centros.

Talvez seja esse um dos motivos que leva cerca de três milhões de turistas por ano à cidade, que já foi a Capital dos Diamantes e hoje é a mais populosa do Vale do Jequitinhonha. 

E, por falar nisso, Diamantina leva esse nome por causa da abundância de diamantes encontrados nas escavações do período colonial. 

Ademais, nem sempre a cidade foi reconhecida como a terra dos diamantes. Isso porque ela foi fundada em 1713 como Arraial do Tejuco, porém, somente em 1759 foi descoberta pela Corte Portuguesa como uma região rica em diamantes. 

Assim, a cidade virou referência como o principal ponto geográfico do Ocidente com a maior lavra de diamantes. 

Está gostando desse destino turístico de Minas Gerais? Saiba a seguir a melhor época para ir e o que levar. 

Quando ir 

É evidente que a alta temporada são os meses de julho e dezembro, devido às férias escolares. Assim, o passeio em família fica garantido. 

Entretanto quem pode dar aquela escapadinha no final de semana, deve aproveitar o intervalo entre os meses de abril e outubro, quando o período é mais seco. 

Já entre novembro e março, as chuvas costumam ser mais intensas e podem atrapalhar a visitação ao centro histórico e às cachoeiras da região. 

O que levar 

Para enfrentar o calor e as ruas íngremes de Diamantina nada melhor que um tênis bem confortável. Veja agora o que mais colocar na mala:

  • Roupas frescas para o dia 
  • Bermuda ou vestido para a noite
  • Máquina fotográfica 
  • Bateria extra no celular 
  • Dinheiro (lá só tem dois bancos) 
  • Boné
  • Garrafinha de água 

Como chegar 

O aeroporto mais próximo de Diamantina é o de Belo Horizonte. Portanto, para quem está na capital mineira, é possível chegar à Diamantina através das seguintes rodovias: BR-040, BR-135, BR-259 e BR-367. 

Já para quem está em Montes Claros, por exemplos, pode pegar as rodovias BR-135, BR-451 e BR-367. No mais é só aproveitar a paisagem, com montanhas e vegetação típica da caatinga e do cerrado.

Onde ficar 

Por ser uma cidade turística, Diamantina tem diversas opções de pousadas, hotéis e hostels. Mas, é claro, tudo vai depender do seu orçamento. 

Por isso, não custa nada pesquisar. Navegue pelos sites do Booking, Trivago, TripAdvisor e AirBnb. Segue aqui algumas dicas de onde ficar em Diamantina: 

O que fazer 

Diamantina não tem apenas casas históricas. A cidade possui várias atrações para encantar os visitantes que conhecem o lugarejo em busca de novas experiências turísticas.

A vesperata, quando os cantores se apresentam nas sacadas dos casarões históricos, os museus e os banhos de cachoeira fazem do passeio uma viagem memorável. 

Confira agora nossas dicas do que fazer em Diamantina.

Casa da Glória 

vista lateral da Casa da Glória

As duas grandiosas casas, ligadas por um passadiço, no centro histórico da cidade, abrigam o Centro de Geologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Mas as suas paredes têm muita história para contar.

Isso porque a construção é do século 18 e já foi orfanato, educandário e residência oficial de bispos. 

Porém o nome do imóvel, com arquitetura colonial em um azul vibrante, se deve ao nome de uma das primeiras moradoras: Josefa Maria da Glória, que teria habitado a moradia em meados de 1813. 

Casa de JK 

fachada da Casa de JK vista de longe

Um ícone de Diamantina é, sem sombra de dúvidas, a Casa de JK. O antigo imóvel, em branco e azul, foi palco da infância do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. 

Ele, que governou o país entre 1956 e 1961, morreu em 1976 e deixou muitas marcas da história de Minas e do país. O imóvel, além de beleza arquitetônica, guarda fotos, recortes de jornal e o ambiente da antiga sala onde JK atendeu como médico. 

O casarão ficou aberto à visitação durante 35 anos, fechou devido à falta de recursos, mas acabou reabrindo. 

Igreja de Nossa Senhora do Amparo

A igrejinha de Nossa Senhora do Amparo é diferente das demais por ter torre única, sem anexos laterais. Ela parece ter saído de um romance do período colonial, nas cores branco e azul, em estilo barroco-rococó. 

O púlpito em forma de cálice e um presépio produzido com conchinhas, no século 18, é reproduzido nas fotografias da maioria dos visitantes.

Museu do Diamante 

objeto do acervo do Museu do Diamante

Nem só de diamante vive o Museu do Diamante! O local, sediado em um imóvel histórico, conta a história do garimpo de ouro e de outras pedras preciosas. Entretanto, também possui um vasto acervo de peças sacras, como santos e crucifixos.

Mas o espaço também conta com exposição de partes de imagens, como pés e braços, e objetos usados para, infelizmente, torturar os escravos africanos.

Cachoeira das Fadas 

cachoeira vista de frente

Para complementar o roteiro turístico de um final de semana em Diamantina, nada melhor que conhecer a área verde que margeia a região. 

Exuberantes cachoeiras e bela vegetação fazem parte do pacote. Os mochileiros e os amantes da natureza se encantam com a água verde e límpida do local. 

A Cachoeira das Fadas tem 30 metros de queda d’água em meio à densa floresta. O local fica a apenas 10 km de Diamantina, e o banho de água doce vale todo o esforço. 

Parque do Biribiri 

pedra em rio limpo

O Parque Estadual do Biribiri é o recanto dos que procuram, no interior mineiro, um contato mais harmonioso com a natureza.

Ele também está no Vale do Jequitinhonha e pertence à Serra do Espinhaço, uma das mais antigas formações rochosas do país. 

Com a companhia de um guia, o turista pode conhecer as trilhas, se refrescar nas cachoeiras e apreciar o verde. Aliás, o Parque do Biribiri é o único que contém a sempre-viva, uma espécie de flor muito usada no artesanato mineiro devido à delicadeza e durabilidade dos ramalhetes. 

Vesperatas 

vesperata, mostrando cantores e população

A vesperata não é um local, mas uma expressão secular da cultura mineira. Para quem não conhece, a vesperata é o contrário da serenata. Nela, os músicos ficam posicionados nas sacadas e janelas dos antigos casarões da Rua da Quitanda, no centro de Diamantina, cantando e tocando belas canções para quem passa na rua ou está nos barzinhos.

O evento ocorre, geralmente, de março a outubro, e é um dos símbolos do interior mineiro.

Onde comer 

A culinária local mineira está presente nos restaurantes de Diamantina. Seja na parada para o almoço ou no restaurante com música ao vivo ao final de um belo dia de passeio pelo centro histórico.

Receba agora nossas dicas de onde comer em Diamantina. 

Catedral Pub 

Ideal para um happy hour, o Catedral Pub fica bem pertinho da catedral. Oferece uma grande variedade de cervejas e petiscos. Outra especialidade são os hambúrgueres gourmet. A casa tem um ambiente intimista e muito agradável. 

Apocalipse

Com uma grande variedade de saladas e grelhados, é até possível controlar a dieta no restaurante Apocalipse. A casa serve comida a quilo bem no centro de Diamantina. O local tem uma bela vista da cidade e ainda possui área kids. 

Café a Baiúca 

Mesinhas à beira da praça, onde acontecem os principais concertos de vesperatas. Assim é o Café a Baiúca, no coração de Diamantina. O local serve petiscos e cerveja gelada. Portanto quem deseja apreciar de perto os casarões e apresentações musicais deve chegar cedo para reservar seu lugar. 

Para concluir, a cidade de Diamantina é uma opção para quem quer fugir da badalação dos grandes centros e mergulhar no clima bucólico de cidade do interior. O passeio, aliás, é uma aula de história e artes.

Agora é com você: se você já conhece Diamantina deixe nos comentários a sua impressão sobre o destino turístico. Se ainda não conhece, aproveite para visitar a terra dos diamantes.


Gizele Silva
Formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, e especialista em Mídia, Política e Atores Sociais. É produtora de conteúdo para web e redes sociais na área de turismo e empreendedorismo – https://linkedin.com/in/maria-gizele-da-silva-39935a110/.